Evitando o desperdício

Nat alimentos Evite o desperdício

Você já deve ter se deparado com as seguintes situações: cheiro ruim na geladeira (sinal de alimento estragado), pão mofado, cereais, biscoitos e bolachas moles, leite azedo e por aí vai. Pois bem, isso se chama desperdício, e todos estamos sujeitos a passar por isso. Mas ninguém gosta de colocar comida fora. Por isso, encontramos algumas dicas que com certeza vão ajudar você a comprar somente o necessário, reutilizar, congelar e então, dar fim a qualquer tipo de desperdício!

1- Planeje as compras

Tudo é uma questão de planejamento. Comece fazendo um levantamento do consumo de alimentos e dos gastos semanais e mensais. Pense: quantas pessoas há na casa? De quantas refeições cada uma participa? Então crie o hábito de montar cardápios diários. Divida uma folha de papel pelos dias da semana e preencha cada um com os cardápios de todas as refeições. No verso, faça a lista dos ingredientes de que precisa assim, quando for ao mercado saberá exatamente o que e quanto comprar.

2- Alimentos da época

Para elaborar os cardápios, leve em consideração que grande parte dos alimentos (principalmente aqueles vindos da terra) têm sua época mais favorável, como já comentamos aqui no blog. É só lembrar de nossos antepassados. Como é que eles decidiam o menu do dia? Iam até a horta no quintal e viam quais ingredientes estavam no ponto de ir para a panela, certo? Pois então faça o mesmo, a lógica segue intacta: escolha os alimentos da época, que tendem a ser mais fresquinhos e vistosos da feira ou mercado.

3- Não ao desperdício

Pense na preferência dos integrantes da família, no coletivo. Ou seja, se algum produto seduzir você na feira por estar bonitão e suculento, pense quem vai come-lo, ou se no fim das contas ele não vai parar no lixo.

4- Estocar para quê?

Quanto à frequência, se você puder comprar alimentos não perecíveis (cereais, enlatados) a cada quinzena ou mês e ir passando na vendinha da esquina quase diariamente para pegar as frutas, verduras e carnes frescas isso é o mundo dos sonhos. Uma boa dica da nutricionista Simone Valvassori, é comprar frutas maduras para consumo imediato e ainda não maduras para comer dentro de alguns dias.

5- Cuidados fundamentais

Para evitar o desperdício, mais duas pitadas de sabedoria do lar: antes de fazer compras, anote não só os produtos que estão faltando, mas também o que há na despensa, para você não correr o risco de ficar na dúvida e levar algo só por garantia. Antes de sair de casa, verifique a quantas anda seu estômago. Ir às compras com fome é uma cilada. E por último, não se esqueça de checar a data de validade.

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6- Como limpar vegetais

As frutas, verduras e legumes devem ser limpos antes de serem guardados. Ou seja, logo que você chegar das compras. Lave-os em água corrente um a um, folha por folha, para tirar a sujeira, restos de terra ou bichinhos que, se não forem eliminados, podem acabar contaminando os alimentos ao redor. O que for consumido cru deve ser desinfetado numa solução de uma colher de sopa de hipoclorito de sódio (água sanitária) para cada litro de água. Deixe por 15 minutos e depois enxágue em água corrente.

7- Como armazená-los

As hortaliças precisam ser secas antes de guardadas para que durem mais tempo. Para isso há o velho método de chacoalhar e deixar tomando um ar numa superfície limpa. Depois, coloque as hortaliças numa vasilha tampada ou retorne-a ao saquinho do supermercado, desde que esteja seco, e ponha na geladeira. Nas feiras livres, os alimentos costumam ser embalados num saco plástico colorido, que não é adequado para guardar o ingrediente na geladeira. Devido à umidade, a tinta pode soltar e ir para os alimentos, afirma Simone Valvassori.

8- Como guardar os secos

Os ingredientes secos, como cereais, açúcar, sal e café, devem ficar em recipientes fechados, em locais limpos, arejados, longe dos produtos de limpeza e da umidade. Bote os produtos que vencem antes na frente, para consumi-los primeiro. Para biscoitos e pães abertos, use um pote com tampa ou um pregador para vedar a embalagem.

9- Aproveite (quase) tudo

Folhas, talos e cascas são ricos em vitaminas, ferro, potássio e outros nutrientes muitas vezes em quantidades bem maiores que na própria polpa ou folha. Para começar, dê um pulinho na feira, pois será mais fácil encontrar hortaliças, legumes e frutas com talos e folhas, se comparado ao mercado. Na hora do uso, consuma primeiro a folha, depois a polpa e então o talo, no caso dos vegetais. Se você puder aproveitar as cascas e talos imediatamente, ótimo. Senão, guarde-os na geladeira ou congele até que junte uma quantidade suficiente para uma receita completa.

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10- Folhas

Às vezes, ligamos o automático assim que entramos na cozinha. Por exemplo, você sabia que a couve-flor é um tipo de couve? Sim. Couve é o nome vulgar da espécie Brassica oleracea, a que pertencem couve-flor, brócolis, repolho, nabo e couve-manteiga (sua velha conhecida), entre outras. A partir de agora compre a couve-flor ainda com a folha e use-a para a salada. O mesmo vale para diversos legumes, como a cenoura, a beterraba e o rabanete. Avise ao feirante para não tirar a rama e encha o prato.

11- Talos e cascas

Estamos acostumados a comer o talo de alguns ingredientes, como brócolis ou alface. Então por que desprezar os talos de agrião, espinafre e acelga, que podem virar receitas surpreendentes? Com as frutas a história é parecida. É comum comer maçã com casca, mas jogar a casca da melancia no lixo, que bem poderia virar um belo suco. E semente de abóbora torrada tal qual amendoim é um tira-gosto daqueles.

12- Congelamento

Retire o alimento da embalagem, higienize e divida em porções que sejam utilizadas de uma só vez. Coloque o ingrediente em potes plásticos tampados ou sacos vedados à entrada de ar e leve ao freezer. Não lave a carne, pois a água também leva embora nutrientes. Os vegetais ficam mais bem conservados se passarem pelo processo de branqueamento: mergulhe-os em água fervente, espere que a água volte a ferver, retire-os e mergulhe imediatamente em uma vasilha com água gelada (o mesmo vale para congelar talos de hortaliças). Lembre-se que o vegetal não está pronto para o consumo, apenas preparado para uma estocagem, em média, de três meses.

13- Descongelamento

Quanto mais devagar o alimento for descongelado, maior o ganho. O ideal é retirá-lo do freezer 24 horas antes do preparo e deixá-lo na geladeira. Se não for possível, coloque o ingrediente direto na panela. Não se descongela alimento em água parada para não contaminar. Por serem ricas em água, a maior parte das frutas não fica boa para ser consumida in natura após ser congelada e descongelada. Então, use-as para recheios e caldas, por exemplo.

14- Reaproveite

Que venha a fartura, mas nada de desperdício. Reaproveite. Pratos como rabanada e arroz de forno estão aí para lembrar: Sobrou comida do almoço? Pode virar um mexidão para ninguém botar defeito. Mas consuma em 24 horas ou, se não der, no máximo em dois dias. E nada de guardar alimentos no forno. Coloque num pote e ponha na geladeira para não estragar.

Que tal colocar essa lista em dia agora?

Fonte: Vida Simples

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